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Fotos: Projeto Manarelli Guimarães Arquitetura - MCA Estúdio

DECORAÇÃO AFETIVA: CASAS QUE TRADUZEM HISTÓRIAS E O SENSO DE PERTENCIMENTO

Cheiros, músicas, cores, lembranças de famílias e objetos de viagens. Durante nossas experiências, levamos na bagagem objetos e sensações especiais que fizeram parte de nossa história. Na arquitetura, para criar um aspecto de afeto e conforto em casa, o conceito de decoração afetiva, detalhado pelos profissionais do escritório Manarelli Guimarães Arquitetura, se torna cada vez mais comum, aliado ao melhor da tecnologia e das possibilidades infinitas disponíveis no mercado.

O arquiteto Thiago Manarelli, sócio do escritório Manarelli Guimarães Arquitetura, define o estilo decorativo como a relação com bens sentimentais adquiridos durante a vida e que se traduzem no décor dos ambientes. “Inicialmente, podemos traduzir como peças que trazemos de gerações, como uma cristaleira da bisavó, ou algum objeto que compramos durante uma viagem marcante e queremos que faça parte do lar”, explica.

Mas, apesar de ser mais comum levarmos o conceito para objetos, Manarelli destaca que traduzir a afetividade na decoração vai muito além disto e pode se concretizar em cheiros, cores e até mesmo sensações. “Muitas vezes, essas lembranças especiais não são algo concreto. Pode ser um sentimento que tivemos quando entramos em um espaço e queremos refletir em nossa casa, o clima de um lugar, a música que marcou um momento, o cheiro da casa da nossa avó. É algo muito mais sensorial que objetivo.”

 

Como transmitir para a casa

O primeiro objetivo da decoração afetuosa é proporcionar identidade e conexão. Pode-se observar a importância desse elemento na compra de um imóvel novo ou quando a pessoa vive em um ambiente com décor que não foi tão bem planejado e que causa ‘estranheza’ em um primeiro momento.

Mas, como revelar, de forma harmônica, a sensação de lembranças tão boas para a decoração? Segundo Ana Paula Guimarães, arquiteta parceira de Thiago Manarelli no escritório, o segredo é entender como os objetos ativam as sensações de aconchego e boas lembranças para, dessa forma, compor o ambiente da melhor forma possível. “Se for um cheiro específico, vamos em busca da fragrância que seja a mais próxima dessa que integra a história do cliente. Se a memória for do rosa pintado na cozinha da avó, não necessariamente precisamos fazer uma igual. Só de pintar um móvel ou uma parede com tom semelhante já ativamos os sentimentos gostosos do morador”, exemplifica.

Já se a lembrança for uma peça decorativa que atravessa gerações e que pareça esteticamente ‘antiga’, uma ótima saída é combiná-la com móveis modernos que podem ser colocadas em qualquer ambiente, desde o quarto até a garagem. Thiago Manarelli ainda explica que este objeto pode ser o ‘start’ da decoração e que a mistura entre antigo e moderno é sempre atual no segmento: “O sentimental é um elemento importante para a decoração porque é a história do morador. O segredo é saber aliar com outros objetos, pensar em diferentes modos de utilizá-la ou, se necessário, até repaginá-la sem distorcer suas características originais”.

Ana Paula também ressalta a importância de procurar profissionais de arquitetura que trabalham explorando esta técnica e que podem ajudar a encontrar novas formas de utilizar a peça ou trazer sensações para dentro de casa. “Tudo começa com uma boa conversa com o cliente, quando preciso falar sobre esta lembrança e compreender os anseios do morador. Assim, utilizamos nossas ferramentas e criatividade para concretizar na residência da melhor forma possível”, explica.

 

Benefícios pessoais e pertencimento

Decorar com emoção faz uma ligação direta com a questão de pertencimento no lar. Sentir-se parte de um lugar traz benefícios intangíveis para o morador. “Conforto, tranquilidade, relaxamento e criatividade. A pessoa se sente dona do espaço e isso contribui para a sua relação pessoal”, conta Ana Paula.

Manarelli, que tem seu endereço principal em Salvador (BA), acredita tanto nesta forma de decoração que aplicou em sua própria morada. O profissional, que trabalha muitos dias da semana na capital paulista, recentemente adquiriu seu imóvel em São Paulo. Para se transpor seu conceito de casa no CEP de São Paulo, trouxe alguns objetos de sua história em Salvador para compor a decoração do apê. Até mesmo a cor azul – principal tom do seu apê -, reflete a cor do céu no entardecer da cidade do coração. “Salvador me traz toda a paz que eu preciso. Ter um pedacinho da capital soteropolitana na maior cidade do país é algo precioso e que me ajuda a sentir bem e amenizar a saudade”, compartilha o profissional.

 

Sobre Manarelli Guimarães Arquitetura

Há 11 anos, os arquitetos Thiago Manarelli e Ana Paula Guimarães comandam o escritório com sedes em São Paulo e Salvador. Como foco de trabalho, eles apostam na essência de viabilizar a arquitetura e a decoração dentro da personalidade e do modo de vida dos clientes. A linha inspiracional que compõe os ambientes carrega uma mistura equilibrada de cores, detalhes e imprime os diferentes estilos de vida dos clientes. Em mais de uma década de trajetória, atuam em diversos estados brasileiros e no exterior, com projetos executados nos Estados Unidos e Portugal.

 

Fonte: Assessoria | dc33 Comunicação

Fotos: Projeto Manarelli Guimarães Arquitetura – MCA Estúdio

 


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