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CASA HISTÓRICA NA BAHIA É RESTAURADA MANTENDO SEUS TRAÇOS RÚSTICOS E ATEMPORAIS

Uma construção com 540m², mais de 60 anos de construção e localizada na Praia de Atalaia, litoral Sul da Bahia. Essa foi a escolha da Korman Arquitetos, cuja fundação era uma fazenda originária da família homônima há 30 anos. Seu proprietário a utilizava para fazer ponte pelos rios, percorrendo suas outras fazendas. Por esse motivo ela se encontra perto do rio e não da praia.

Incrustada num imenso coqueiral com a mesma idade da casa, a obra foi reformada e readequada por diversas vezes. Em sua última restauração, assinada pela Korman Arquitetos, foram anexados mais quatro quartos, uma sala íntima e um lavabo. Assim, com sete suítes e uma varanda que as circundam em todo o seu perímetro, proporciona sombra e frescor neste ambiente tropical. Como prerrogativa, a última intervenção realizada na casa foi pautada em não alterar a arquitetura local e preservar o estilo da antiga construção.

Com estilo bem baiano e arquitetura simples, seus telhados de quatro águas abraçam seus visitantes trazendo conforto e bem-estar a todos aqueles que lá se hospedam. A cor das fachadas – o amarelo, com caixilharia em carbono – é muito usada na ilha. Por isso a escolha, porém em tons mais luminosos. Para dar a sensação de que as pessoas estão pisando na terra, quando entram na casa, o escritório optou pela utilização de tijolo rústico no piso. O material foi comprado em uma olaria local.

Na área social, a fim de respeitar o costume local e ainda proporcionar uma maior circulação de ar trazendo conforto térmico ao ambiente, as vigas de madeira e as telhas aparentes foram mantidas. Quanto à decoração e ao mobiliário, o trio de arquitetos Ieda, Silvio e Karina Korman, imergiu nos tons de azul. Os móveis, comprados em antiquários localizados em Salvador – como a namoradeira, as cadeiras da sala de jantar e a cômoda da sala de estar –, dão a autenticidade necessária e merecedora desta casa sexagenária. Todos os tapetes são corda barbante em tom marfim, que clareiam o piso rústico.

A pedido da arquiteta Ieda, o quadro de Ellon Brasil foi pintado com um personagem bem baiano. A mesa de centro, desenhada pelos profissionais, possui três pés de acrílico: em uma das extremidade, uma gamela, e na outra, uma tartaruga em pedra executada pelos arredores de Minas Gerais.Todos os objetos foram adquiridos em viagens ou são artesanatos brasileiros pesquisados e comprados dos próprios artesãos.

No lavabo, um aparador bem brasileiro ganhou uma cuba sobreposta. A cuba e a torneira são da Deca. Na parede, uma pintura em listas azuis e brancas, executada por mão de obra local, com técnica ensinada pela arquiteta Ieda. A sala íntima conta dois sofás em lona com mesa em laca branca. Uma estrutura central acomoda um lustre trazido de um antiquário da Argentina. Copos de vidro com velas iluminam nos dias de festas.

Uma mesa em madeira bem brasileira abriga uma coleção de cachaças disponíveis a todos os convidados. Ao seu lado, a biblioteca da casa, espaço onde os convidados são convidados a deixar seus livros já lidos para que possam ser compartilhados pelos outros que chegarão. O abajur, com escultura de querubim e cúpula em metal, foi adquirido na Oficina de Agosto, em Bichinho, Minas Gerais.

Nos quartos, alguns com camas Impérios autênticas, criados-mudos da Armando Cerello, roupas de cama em azul e branco especialmente produzidas para esta casa e abajures em madeira branca com cúpulas de tecidos que combinam com o décor. Os armários com toras em madeiras cortadas na região têm como fechamento persianas de bambu presas por cordas e com puxadores de esculturas em madeira como peixes ou macaquinhos.

No quarto do casal, pé-direito duplo com as madeiras aparentes com acabamento envelhecido. Um sofá em lona branca com almofadas azuis e, nas paredes, detalhes em madeira tiradas de recorte das portas de um armário antigo e depois pintadas. A cama com dossel tem, em suas laterais, cortinas também de Fortaleza. De um lado, mesa da Armando Cerello, com lustre em tecido vindo do Japão.  Do outro, um móvel antigo, em madeira, comprado em antiquário chinês.

Os armários têm a mesma ideia dos outros quartos e fechamento com persianas de bambus presos por macaquinhos de madeira. A inexistência das portas permite que o ar circule e proteja as roupas do mofo e da umidade. Os banheiros possuem a mesma referência. Piso em tijolo, paredes em cerâmica rústica em branco e azul, tampos em mármore branco. Nos boxes, cortinas em richelieu, originárias de Fortaleza, com desenhos de seus pontos por Ieda Korman.

Fonte: Assessoria | dc33 Comunicação

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